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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista

  10/08/2008
  1 comentário(s)


Antônio Recco - "Nós não copiamos, nós criamos"

O empresário conta como foi começar uma empresa, continuar no mercado e fala também sobre o SindiVest

Antônio Recco - Any Kethleen
Antônio Fernandes Recco, 50, é proprietário das Lojas Recco de Maringá. Sua empresa começou em 1979. Hoje a Recco Lingerie possui mais de 500 funcionários e 9 lojas próprias espalhadas pela cidade, além de 40 representantes por todo o país.
Além da Recco Lingerie, existem as lojas especializadas em moda praia, esporte e pijamas.
Com o crescimento do mercado também conquistou espaço em outros países.A Recco exporta produtos para o Oriente Médio, América do sul, América do Norte e Europa.

Recco faz parte do SindiVest (Sindicato das Indústrias do Vestuário) em Maringá, onde atua como vice-presidente.

Em entrevista ao jornal Matéria Prima, Antônio Recco falou sobre o começo de sua carreira como empresário, sua empresa hoje e seu papel no SindiVest.

A Recco começou em 1979, na garagem da sua casa. Qual a base e o conhecimento que o senhor tinha para começar uma empresa?
A base para começar em 1979 é que eu já era representante de lingerie há dois anos e 10 meses. Eu já trabalhava com isso e via a necessidade de começar uma fábrica, porque eu trabalhava em uma que tinha algumas deficiências. Comecei já com conhecimento de quase três anos na área e conhecendo os clientes. No começo eu vendia o produto que eu fabricava.

Hoje a Recco possui nove lojas próprias, 300 colaboradores, 34 profissionais de venda e 40 representantes. Como o senhor avalia esse crescimento?
Este ano teve um crescimento bom até agora. Nós sempre crescemos gradativamente, nunca tivemos um crescimento extraordinário. O maior que tivemos ocorreu ano passado. No segundo semestre contratamos 80 funcionários. Nesses 29 anos de empresa crescemos devagar, mas sempre bem solidificados.

Estamos em uma região em que a indústria do vestuário é muito forte. Quais as atitudes que a Recco toma para se destacar dentro dessa realidade?
O importante é que nós temos a nossa característica de criação, nós não copiamos, nós criamos. Temos um setor de criação com 15 pessoas, que ficam apenas criando e fazendo pesquisa sobre novos produtos. Temos pesquisa em duas feiras no exterior e feiras no Brasil, vendo a necessidade da mulher brasileira. Nós atuamos dentro disso porque nosso diferencial é vestir a mulher de roupa íntima em vários momentos da sua vida. Temos o momento criança, adolescente, jovem, recém-casada, sensual, gestante até a linha clássica para senhoras. Acompanhamos vários momentos da mulher e isso dá uma identificação com a nossa marca.

Hoje sua empresa exporta produtos para a Europa, Oriente Médio e para países como Austrália e Japão. O que chamou a atenção da sua empresa fora do país?
Nós temos hoje, dentro da característica da Recco, o fator criativo no produto. Esse fator chama muito a atenção, principalmente de clientes no mundo inteiro. Estamos atendendo esses países porque é uma necessidade de todos os lugares. Temos nossa personalidade e temos diferencial dentro da linha de lingerie. O mundo está procurando o diferente. Lingerie está em alta, virou moda.

No site da Recco (www. recco.com.br) sua empresa é intitulada como "A marca do amor". Por que a escolha dessa frase? E como o senhor trabalha isso dentro da empresa?
Essa "marca do amor" é uma característica em que nós visualizamos a família. Em uma casa, nós estamos em vários momentos da família por isso se tornou a marca do amor.

Em relação ao SindiVest, sendo proprietário de uma grande empresa e vice-presidente do sindicado, como o senhor atua junto aos empresários e quais vantagens as empresas têm?
O sindicato é uma necessidade de todas as empresas e indústrias de confecções. Proporciona a negociação de salários junto com o sindicato dos empregados. Também damos treinamento aos proprietários e equipe da indústria de confecções lá mesmo no SindiVest, três vezes na semana. Nós buscamos toda a necessidade de treinamento que a indústria precisa. A diretoria do SindiVest proporciona recursos para necessidades financeiras das empresas. Necessidade de mão-de-obra, nisso atuamos juntamente com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]. O sindicato é uma real necessidade do empresário de trocar informação e buscar resolver, em grupo, as necessidades do setor.


Imagem/Any kethleen
Antônio Recco e sua empresa ao fundo: 500 funcionários

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  Autor: Any Kethleen


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