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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Crônica

  10/08/2008
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As aparências podem realmente enganar

Como um mal entendido pode deixar um namoro entre universitários na corda bamba durante a semana de provas

As aparências podem realmente enganarO publicitário Luiz Henrique Paganotti Perez, 25, com quem Meiryelle namora há três anos, conta que sempre foi bem compreensivo e que a preparação para o vestibular nunca atrapalhou o relacionamento deles. "Sei o quanto isso é importante para ela e lhe dou total apoio."
(Folha S. Paulo, 12/06/2007).

Marla Drews
Semana de provas, época de desespero para a maioria dos estudantes universitários, hora de deixar as festas e as baladas de lado e, até mesmo, o namorado ou a namorada para estudar. Será?
O casal namora há dois anos. Ele não é exatamente o que se pode chamar de príncipe encantado, mas é o tipo de rapaz que muitas garotas sonham, atencioso, romântico, gentil e, acreditem: sabe cozinhar. É ou não "o cara"?

Bom, tudo começou em uma quinta-feira feira, quando eles passavam pelo quadro de avisos da "facul", o temido papel com as datas de prova estava lá. Ele, que estava no último ano, só tinha que esquentar a cabeça mesmo com a monografia, mas para ela, a história era bem diferente. E ele sabia disso.

Aquela semana era definitiva, afinal, desde que ela havia conseguido se livrar dos problemas, finalmente, podia se dedicar mais aos estudos, mas o estrago nas notas já havia sido feito. Negocia aqui e ali e alguns professores ajudaram. Menos o professor de desenho, que não estava nem aí, era o típico carrasco e era da prova dele que a garota tinha mais medo.

Mas o rapaz teve uma idéia para ajudá-la. O que não imaginava, era o tamanho da confusão que isso iria causar na cabeça de sua namorada. Ele resolveu, digamos, mudar de atitude, ser o oposto do que costumava ser para ela.

Colocou seu "brilhante" plano em prática. Encontrou-se com ela antes da aula como sempre, mas parecia distante e preocupado, diferente do que geralmente era. Em vez de ficar até alguns minutos antes do sinal, deu desculpa de que precisava falar com um colega antes da aula.

A garota estranhou, mas não disse nada e até aproveitou para estudar.

Na terça, disse que chegaria atrasado, e, na quarta, como ele não havia aparecido no intervalo e o professor faltou, ela foi com uma colega à biblioteca e o flagrou segurando as mãos de outra garota em uma das mesas.

- Ei! Terra chamando, tem alguém aí? Já achei o livro, agora é só xerocar aqui na biblioteca mesmo.
- Ah, aqui está muito cheio, vamos ao outro bloco!
- Pode ser. Também quero ir embora logo.

Como é que eu fui tão boba? Pensava a garota. Por isso é que ele andava tão frio e distante. Evitava andar de mãos dadas comigo e ficava tão pouco tempo. É por causa dela que ele está pensando em me dar o fora!

Mas depois que chegou em casa, e foi para o quarto, a garota chorou abraçada ao travesseiro, faltando dois dias para a temida prova.

No outro dia, no intervalo, ele foi até a sala para saber como havia sido mais uma das provas:

- E aí? Foi bem?
- Acho que sim.
- Então, amanhã não venho antes da aula pra você estudar.
- Ou não vem pra ficar com sua amiguinha?
- Do que está falando? Não é nada disso!
- Ah não? E como você explica isso? Eu vi como você olhava pra ela. Por isso que anda tão estranho comigo.
- Quer saber? Eu acho que estou atrapalhando seus estudos, por isso me afastei e quanto à minha amiga, ela está pensando em parar de estudar. É por isso que a chamei pra conversar lá.

No fundo, ela sabia que não teria como duvidar dele, só conseguiu abraçá-lo e dizer em seu ouvido:

- Se realmente estivesse me atrapalhando acha que eu estaria aqui na sala? Eu estaria na biblioteca, longe de você!

Imagem/http://imagem.vilamulher.com.br/temp/namoro-trabalho-180208.jpg

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  Autor: Marla Drews





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