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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Crítica

  10/08/2008
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CQC traz um novo conceito de jornalismo

O programa Custe o Que Custar, apresentado na Band, atrai telespectadores pelo humor inteligente

CQC traz um novo conceito de jornalismoJacqueline Wismeck
Com o modelo do programa Argentino, Caiga Quien Caiga, o programa Custe o Que Custar (CQC) é apresentado na emissora Band, nas noites de segunda-feira e traz as reportagens bem- humoradas, mudando a percepção jornalística de muitos. Com um jornalismo abordado de forma diferente, o programa é um resumo semanal das principais notícias com um toque de humor inteligente e, ao mesmo tempo, jornalismo sério que não deixa de levar em consideração também os fatos mais relevantes. O CQC utiliza, durante entrevistas, fundo musical engraçado e animações em desenho, intercaladas com a "inexperiência" de um repórter que mal sabe fazer as perguntas. Irreverentes, jovens repórteres vestidos de ternos pretos, apresentam ao vivo um programa em estúdio completamente animado.

A TV brasileira já definiu, ao longo de toda sua história, um padrão único de passar as informações. Entretanto, vale a pena lembrar, que assim como há aquele público que se interessa pelos fatos mais sérios que ocorrem pelo mundo, há aquele também que gosta de observar, por exemplo, os bastidores da notícia, entrevistas feitas por um repórter inexperiente e até mesmo as piores gafes transmitidas durante a semana.

Assistir a um programa que aborda, de forma humorada e audaciosa, o que de bom e ruim aconteceu durante a semana, pode ser um grande passo na televisão nacional e, conseqüentemente, um avanço no jornalismo em geral.

Uma das reclamações mais freqüentes dos telespectadores é sobre o imenso número de informações sobre atrocidades, desgraças e várias outras manchetes que, de uma forma ou de outra, acabam interferindo negativamente em nosso cotidiano. O que se vê é morte, seqüestro, tiroteio, prisões, rebeliões, dentre tantas outras calamidades do mundo atual. O jornalismo não vive somente disso. E não conseguirá sobreviver a essa onda de peixe morto no qual o objeto alvo principal, o público, vai perdendo o gosto de sentar-se no sofá à noite e ligar a televisão para assistir a um resumo das notícias do dia.

É importante lembrar que a proposta do CQC é boa, mas não pode cair em tentação de começar a apelar e exagerar na forma de abordagem. Um bom humor durante as notícias sempre vai bem, e uma risada do repórter sério pode ser mais lembrada do que tudo o que ele disse anteriormente. Por isso, é de extrema importância que o programa continue seguindo seu objetivo primordial, e não comece a misturar, de forma alguma, propaganda política e desfile de mulheres seminuas por exemplo, ao conteúdo que produz.

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